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Correio da Manhã

Opinião
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F. Falcão-Machado

O Grito

Há poucas semanas, o célebre quadro ‘O Grito’, de Edvard Munch, foi transaccionado por um preço que terá sido o mais alto até hoje atingido por uma pintura em leilão.

F. Falcão-Machado 11 de Maio de 2012 às 01:00

‘O Grito’ é um quadro estranho, mas de grande beleza, que não deixa de causar um efeito perturbador sobre quem o olha. Trata-se, de facto, de uma obra que reflecte o desespero humano, e isso explicará que qualquer pessoa que o observe reconheça nele sempre algo de seu.

Ora ‘O Grito’ pode servir de metáfora ao presente momento político. As eleições que ocorreram nestes últimos dias na Europa não permitem ainda uma leitura linear e inequívoca, mas exprimem certamente um grito de angústia que encontra fundamento nas inquietações que uma maioria de pessoas sofre nestes "tempos tríbulos" de desemprego e de recessão.

Todos estarão de acordo quanto ao desejo de mudança que os eleitorados revelaram. A questão é saber se os novos responsáveis políticos terão capacidade para, pondo de lado a retórica de circunstância, criar propostas inovadoras. Propostas que não poderão deixar morrer esperanças nem tão-pouco iludir realidades incontornáveis.

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