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Correio da Manhã

Opinião
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27 de Dezembro de 2006 às 00:00
Creio que há uma ética do uso do telemóvel de que ainda poucos têm noção – que nos sítios públicos se deve ter o telemóvel pelo menos sem som; para não incomodar os outros; que não se deve ter o telemóvel em cima da mesa das refeições, porque não é uma coisa demasiado limpa; e outras tão simples e tão pouco observadas como estas.
Já quanto às mensagens, se não houver exageros – e não cometer exageros nas festas é sempre difícil –, parecem-me uma boa forma de substituir, muitas vezes com vantagem, a carta e o telefonema, que ainda por cima são mais caros. E o Natal é um bom tempo para ligarmos uns aos outros, e a palavra escrita, mesmo codificada como é em tantos casos nos SMS, tem um valor quase insubstituível porque pode ficar gravada para sempre.
Mandar SMS hoje é como ter electricidade ou água canalizada em casa: não gosto de ser o pai natal da EDP ou da Águas de Portugal, mas não tenho outro remédio.
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