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Correio da Manhã

Opinião
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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Manuel Catarino

O risco compensa

A operação contra o gang mexicano, desencadeada na última terça-feira pela Unidade Nacional Contra-Terrorismo (da PJ), correu e terminou de maneira irrepreensível: o rapto e sequestro do ourives foi evitado, os criminosos foram detidos – e a prova recolhida será suficiente para o Ministério Público conseguir a condenação dos gangsters em tribunal.

Manuel Catarino 27 de Setembro de 2012 às 01:00

Mas foi uma operação arriscada – muito arriscada. A Polícia Judiciária seguiu de perto os criminosos, durante uma semana, para os apanhar em flagrante como nos filmes – o momento em que tudo podia correr mal. Mas essa era a única forma de obter uma prova inabalável para meter o gang na cadeia.

No caso de crimes de extrema gravidade, os planos para a sua execução e a vontade séria de os levar por diante devia ser bastante para provar associação criminosa – e a mesma pena seria aplicada quer o crime fosse ou não fosse consumado. Mas as leis penais dificultam, por vezes, o combate à criminalidade. Os actos preparatórios de crimes graves não chegam para condenar. Até ao dia em que as coisas corram mal.

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