Barra Cofina

Correio da Manhã

Opinião
7
Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Carlos Rodrigues

O vírus à solta

Como ter a certeza de que os curados já não podem infetar alguém?

Carlos Rodrigues(carlosrodrigues@cmjornal.pt) 24 de Novembro de 2020 às 00:31
A norma da DGS, publicada a 14 de outubro, que declara não ser necessária a realização de teste ao fim de 10 dias de sintomas, pode muito bem ser fundada nos atuais conhecimentos científicos sobre a doença, mas levanta perplexidades que não têm sido esclarecidas.

Na prática, ao definir que um paciente está curado ao fim de 10 dias, mesmo sem fazer novo teste, a DGS transforma a recuperação de doentes numa mera formalidade de calendário. Prova disso é que o boletim diário passou, ato contínuo, a registar milhares de recuperações todos os dias.

Porém, da regra da cura ao fim de 10 dias sem teste estão afastados os profissionais de saúde e quem trabalha em lares de idosos, o que levanta logo uma dúvida: se estes doentes podem representar risco, mesmo para lá dos 10 dias, como se pode ter a certeza de que todos os outros já não representam? Além disso, como o CM noticia hoje, médicos há que, perante segundo teste positivo ao fim de 10 dias, contrariam a norma, e prescrevem novo período de isolamento.

O simples cenário de podermos estar a dar alta a potenciais focos de contaminação sem qualquer controlo é pavoroso, e deve ser rapidamente esclarecido.
DGS interesse humano saúde pessoas
Ver comentários