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Correio da Manhã

Opinião
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Alfredo Leite

Proscritos da Covid

Medida britânica tem pouca ciência, alguma política e muita economia.

Alfredo Leite(alfredoleite@cmjornal.pt) 4 de Julho de 2020 às 00:36
O governo britânico retirou Portugal, sem surpresa, dos corredores aéreos seguros para Covid-19. Atirarem-nos para o grupo de países que estão a lidar da forma mais desastrosa com a pandemia, como os EUA, Brasil, Rússia ou Suécia, é mais um rude golpe para o setor do turismo e de todos os outros que lhe estão associados. O ministro dos Negócios Estrangeiros até pode achar “absurda” a decisão de Londres, mas os mais casos e mais óbitos revelados ontem pela ministra da Saúde indiciam outro absurdo que é o da incapacidade de travarmos o avanço do vírus depois de uma vã glória inicial.

É certo que quando comparamos os números nacionais com outros países colocados no ‘corredor verde’ inglês esta medida parece ter pouco de ciência, alguma coisa de política e muito de economia. Com Portugal entre os proscritos da pandemia, os corredores de turistas para Espanha vão encher os aviões da Iberia que, por acaso, é propriedade da British Airways. Acontece que quaisquer que sejam os interesses que a medida britânica possa esconder, ela mostra também uma enorme derrota política e diplomática do Governo. 
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