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Correio da Manhã

Opinião
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Carlos Garcia

Um euro e meio

Vale a hora de trabalho extraordinário dos inspectores da PJ. Porém, continuam, com muito sacrifício pessoal, a compensar a falta de 50% dos quadros.

Carlos Garcia 29 de Agosto de 2010 às 00:30

No Verão (os incêndios não ajudam) tudo piora, para compensar o descanso alternado de todos. Mais criminalidade, mais piquetes, mais prevenções! A ASFICPJ apresentou propostas equilibradas para a compensação deste esforço. Neste contexto financeiro atreveu-se a exigir que o trabalho extraordinário seja pago, pelo menos, pelo seu valor/hora! Contudo, dividiu a diferença entre o euro e meio e esse valor/hora por períodos de seis meses ao longo de oito anos! O Governo tem a proposta desde Janeiro.

Já andamos nisto há 10 anos e a paciência esgota-se, o que será pouco importante para o cidadão. O problema é que, sendo apenas 1300, se deixarmos de corresponder às solicitações, a PJ perderá operacionalidade e eficácia e isso sim já é importante para o cidadão. Aguardamos uma decisão sobre aquela proposta que muitos investigadores classificam como ridícula, face ao esforço que cada uma dessas horas de trabalho (noite e fins-de-semana) implica. A sua não-aceitação não será por falta de dinheiro, mas sim falta de vontade política! Mas, qualquer dia o Governo vai mesmo pagar e (muito mais) pela via judicial o que não quer pagar através da negociação.

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