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Correio da Manhã

Opinião
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Manuel Catarino

Um gang à solta

Nem o juiz que proferiu a sentença acredita na bondade da decisão de manter em liberdade o ‘gang de Chelas’ – um grupo de rapazes com um fraquinho por armas e tendência para espancamentos e tiroteios à porta de discotecas.

Manuel Catarino 28 de Julho de 2011 às 00:30

Espancaram um homem à frente da namorada e fizeram--no a mando de uma ex--namorada da vítima. Abandonaram o tribunal alegremente em liberdade condenados a penas suspensas. O juiz que os julgou soltou um lamento final: a sentença deixa "um travo amargo" – disse. O remoque significa que acha o castigo desadequado.

Tem inteira razão. A liberdade de uma pena suspensa não é realmente a mais justa, medida para quem faz do crime um modo de vida. A resposta à criminalidade não está tanto no reforço do número de polícias – mas em leis penais mais severas e, principalmente, em magistrados menos piedosos. O caso do ‘gang de Chelas’ revela como o crime, se não compensa, é muitas vezes castigado com generosa dose de benevolência. Tanta generosidade por parte da Justiça só pode dar numa coisa: mais crime.

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