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Correio da Manhã

Opinião
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F. Falcão-Machado

Um prémio honroso

Ao falar de espaço ibero-americano somos tentados a imaginar que se trata apenas de uma construção jurídica do mundo internacional. Mas é de facto muito mais do que isso. As reuniões periódicas de governantes, técnicos e diplomatas e os documentos de trabalho que nelas se têm originado reflectem uma realidade que ultrapassa os formalismos jurídicos.

F. Falcão-Machado 22 de Maio de 2009 às 00:30

Ao longo desse exercício foi efectivamente criado um espaço de humanismo e cultura que permitiu identificar e exprimir as ideias e os sentimentos dos povos representados nesse foro. Daí que, nos últimos lustros, a produção cultural ibero-americana tenha sido apoiada pela instituição de diversos prémios que estimulam uma sempre desejável comunhão de valores.

O prémio Rainha Sofia de Poesia Ibero-americana é um dos mais honrosos galardões com que podem ser homenageados os poetas do espaço cultural em referência. O prémio, que inclui um bónus de 42 mil euros, é atribuído por um júri de conceituados intelectuais onde entra o nosso prémio Nobel, José Saramago. Entre os poetas que já o receberam contam-se o brasileiro João Cabral de Melo Neto e a nossa compatriota Sophia de Melo Breyner.

Este ano o prémio Rainha Sofia foi atribuído a um notável poeta e ensaísta mexicano, José Emílio Pacheco, autor de obras como ‘Los Elementos de la Noche’ ou ‘Los Trabajos del Mar’ e reconhecido especialista da poesia de T. S. Eliot.

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