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Correio da Manhã

Opinião
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O Mundo ao contrário

O governo lançou-nos a boia, mas temos de nadar até ela e sair da água.
Paulo João Santos 22 de Março de 2020 às 00:31

As medidas anunciadas pelo Governo para atacar a crise pandémica revelam ponderação e sensatez.

Há quem entenda que o País devia ficar todo em prisão domiciliária até ao fim da tempestade microscópica. Há quem pense o contrário, defendendo uma liberdade condicional mais abrangente. Aceitam-se ambos os argumentos, ainda que a opção de António Costa se afigure como a mais ajustada: agir de acordo com as circunstâncias e avaliar a situação em permanência, no que toca a restrições e mobilidade; ajudar as famílias, proteger os idosos, acudir a quem trabalha e apoiar as empresas, no domínio económico e social.

Mas não nos iludamos. O pior está para vir e o Governo, por si só, não nos vai salvar deste naufrágio. Lançou-nos a boia, mas temos de nadar até ela e sair da água. Começando, desde logo, por aceitar os factos. Não vale a pena chorar, as coisas são como são. Depois, reorganizando a vida e preparando o futuro, tendo sempre em conta os dois lados da balança.

Caberá, pois, a cada um de nós dar o passo em frente quando nos soltarmos desta amarra invisível que virou o Mundo ao contrário.

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