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Correio da Manhã

Opinião
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O mistério chinês

Espera-se que desta vez a Europa não seja apanhada de calças na mão.
Paulo João Santos 19 de Junho de 2020 às 00:32
Algo de muito estranho se passa na China. Um surto de Covid no maior mercado alimentar da Ásia, em Pequim, deixou em pânico as autoridades de saúde, que rapidamente impuseram um amplo conjunto de medidas restritivas, fazendo lembrar Wuhan. Bairros de quarentena, fecho de escolas e espaços de lazer, centenas de voos cancelados, brigadas sanitárias por toda a parte. Mas quando olhamos os números é difícil perceber o motivo de tanto temor.

Numa semana registaram-se 158 novos casos e nenhuma morte. Só em Lisboa, por exemplo, os valores diários de contágio nas últimas semanas têm sido muito superiores, sendo que a capital chinesa tem o dobro da população portuguesa. Das duas uma: ou faltam zeros aos números revelados pelas autoridades chinesas, ou chegou a segunda vaga ao gigante asiático, porventura com um Covid diferente, mais difícil de combater, tantas as mutações que o vírus tem sofrido. Já se fala, até, numa alteração de sintomas, como dores nas articulações.

Pelo sim pelo não, espera-se que desta vez a Europa não seja apanhada de calças na mão e siga o velho ditado: mais vale prevenir do que remediar.
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