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Correio da Manhã

Opinião
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Alto risco

É imperativo travar a pandemia, porque este País não aguenta um novo apagão como o decretado em março.
Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 23 de Junho de 2020 às 00:32
Ofacto de entre os primeiros grupos de portugueses infetados com o novo coronavírus estar gente contagiada em férias na neve alpina criou a ilusão de que o vírus se propagava sem distinção de classes sociais ou estatutos económicos.

Qualquer pessoa pode ser infetada, mas a evolução da pandemia mostra que a propagação é assimétrica e atinge mais pobres do que ricos.

Agora o foco mais preocupante são 5 concelhos da Área Metropolitana de Lisboa. É o coração da cintura industrial da margem norte do Tejo que está sob pressão.

Como também os focos na Azambuja e nos bairros mais pobres do Seixal indicaram são os trabalhadores mais precários, com contratos temporários e os da construção civil que se tornam presas mais fáceis para contágio.

O seu labor não pode ser feito em teletrabalho, precisam do seu ganha-pão, o que torna também os transportes públicos em zonas de alto risco.

Assistimos nas últimas semanas a demasiados comportamentos de risco de pessoas que esquecem o vírus e tudo o que custou o período de confinamento.

É preciso mão dura para evitar a repetição desses abusos, mas é fundamental que os autocarros e comboios das linhas suburbanas de Lisboa tenham condições para manter o distanciamento social entre os passageiros e se deixe de jogar à roleta russa com o desleixo das entradas nos aeroportos.

É imperativo travar a pandemia, porque este País não aguenta um novo apagão como o decretado em março.
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