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Correio da Manhã

Opinião
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Deslocações de risco

As pessoas precisam de se deslocar para ganhar o pão de cada dia.
Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 25 de Junho de 2020 às 00:32
O Presidente da República tentou ontem desdramatizar a propagação do novo coronavírus, mas o médico e deputado Ricardo Baptista Leite, que foi o porta-voz do PSD na reunião em que o regime ouviu os especialistas sobre a evolução da pandemia, foi categórico ao afirmar que há uma segunda onda na Área Metropolitana de Lisboa, com aumento dos internamentos e dos doentes em Cuidados Intensivos.

Mas desta vez não podemos repetir a hibernação social que provocou danos que demorarão anos a ser sarados na economia e na vida das pessoas. Este País não aguenta um novo confinamento.

Um calcanhar de Aquiles na Região Metropolitana de Lisboa é a rede de transportes públicos. Com vários focos de infeção em bairros com pessoas que precisam de ir trabalhar para ganhar o pão de cada dia e que têm de se deslocar em transportes coletivos, há um elevado risco.

O Estado tem de obrigar as transportadoras a oferecerem serviços que garantam a proteção sanitária dos cidadãos. E se não houver meios, tem de haver reforço financeiro para as empresas servirem com segurança e eficiência os utentes.

É um investimento que compensa, porque a propagação da pandemia custa muito mais. 
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