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Correio da Manhã

Opinião
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O falhanço nas escolas

É a inércia de costa no Escola Digital que potencia desigualdades.
Alfredo Leite(alfredoleite@cmjornal.pt) 23 de Janeiro de 2021 às 00:33

Quando no início de junho do ano passado António Costa anunciou um pacote de 400 milhões de euros para o programa Escola Digital houve reações céticas. Um responsável de uma associação de diretores escolares disse que "pagava para ver" a intenção do Governo, exigindo ações em vez de palavras, até porque a promessa de Costa não era nova. Ela limitava-se a ir mais longe (e monetariamente mais generosa) que uma outra anunciada dois meses antes e com a qual o Executivo socialista pretendia garantir a universalização do Escola Digital aos alunos do básico e secundário.

Em janeiro de 2021 não precisamos pagar para ver o falhanço do primeiro-ministro e do titular da pasta da Educação na concretização deste importante passo, ainda que complexo, para a materialização da escola do futuro.

O encerramento das escolas sem uma alternativa de ensino à distância prova que, também em matéria de educação, o Executivo não antecipou os problemas decorrentes de uma nova vaga pandémica.

É esta inércia governativa – e não o fecho das escolas por si só – que potencia as desigualdades entre alunos.

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