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Correio da Manhã

Opinião
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Pandemia até 2022

O prolongamento da doença obriga-nos a encontrar formas eficazes de evitar sucessivos confinamentos.
Carlos Rodrigues(carlosrodrigues@cmjornal.pt) 11 de Fevereiro de 2021 às 00:32
A conjugação do fraco planeamento com a dificuldade em vacinar e a proliferação de novas estirpes indicia que a Covid-19 ficará entre nós ao longo de todo o ano, e muito provavelmente entrará por 2022 adentro.

O prolongamento da doença obriga-nos a encontrar formas eficazes de evitar sucessivos confinamentos, porque isso não é humanamente suportável, como todos, em consciência, já podemos reconhecer.

O método subscrito pelo agora notável e notado epidemiologista Carmo Gomes baseia-se no princípio de testar em massa: todos os que contactaram com infetados ou com casos suspeitos devem fazer o teste; quem vai testar deve ser isolado durante o número de dias indicado pela ciência para que o vírus se manifeste. Isto tem um custo significativo para as organizações e é um desafio logístico permanente. Falamos por experiência própria: de um momento para o outro, uma redação, por exemplo, fica quase vazia. Mas surtos são prevenidos. Doentes são detetados e tratados. Mais descansados ficam os que podem continuar a trabalhar.

As decisões de ontem da ministra indicam que a crítica espicaçou o poder. Esta é a hora de atuar racionalmente.
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