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Correio da Manhã

Opinião
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Os Rios da política

A PJ prestigiou a justiça e Portugal mas Rio não quer saber.
Eduardo Dâmaso(eduardodamaso@sabado.cofina.pt) 14 de Dezembro de 2021 às 00:31
Eduardo Dâmaso
Eduardo Dâmaso
Rui Rio viu uma alegada vantagem eleitoral dada ao PS pela Polícia Judiciária e pelo seu diretor nacional ao prender João Rendeiro. Tratou de politizar um caso quando deveria ter elogiado o facto de alguém resolver um problema criado pelos tribunais, com a fuga de um banqueiro que teve meio mundo a seus pés, da política aos negócios.

A PJ prestigiou a justiça e Portugal, mas Rio não quer saber. Faz lembrar os piores tiques do autoritário PS de Sócrates quando tentou barrar a investigação Face Oculta com um chorrilho de insultos. Vieira da Silva falou de espionagem política e outros foram atrás. Nunca pediram desculpa aos investigadores.

A relação dos partidos de poder com a investigação criminal é conhecida. Procuram influenciá-la por todos os meios, controlá-la e estigmatizar quando não lhes convém. São os Rios da política, que têm da justiça uma visão de mera instrumentalização. Rio quererá levar demasiado longe essa pretensão tentacular. A sua célebre ‘reforma’ da justiça não é outra coisa que não o fim da separação de poderes. Costa sabe que não pode entrar por aí. Marcelo também. Seria um golpe brutal no regime democrático
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