Barra Cofina

Correio da Manhã

Opinião
9

Realidade ou ficção?

Afinal, de tudo o que foi dito, o que é que é para levar a sério?
Paulo João Santos 28 de Janeiro de 2022 às 00:32
A campanha pôs os eleitores numa posição difícil: distinguir a ficção da realidade. Houve ideias válidas, porventura exequíveis, no domínio fiscal, na estratégia de desenvolvimento, na melhoria salarial, nos apoios sociais. Mas também se ouviram disparates e narrativas fantasiosas, o que torna a escolha num exercício complexo.

Houve quem defendesse, por exemplo, uma espécie de circuitos turísticos para ver touros bravos em detrimento das touradas; quem admitisse um ensino superior suportado pelos estudantes, à custa de empréstimos; quem propusesse que uma empresa continuasse a pagar salário a quem decidisse ir à sua vida.

Vimos a extrema-esquerda a adorar o Papa Francisco; escutámos ladainhas do tempo dos dinossauros; tivemos um primeiro-ministro que culpou a geringonça pela queda do Governo e que está disposto a ressuscitá-la, qual milagre pascal; e um candidato a primeiro-ministro que quer o poder político a controlar a Justiça.

É este o dilema que se coloca ao eleitor quando receber o boletim de voto: afinal, de tudo o que foi dito, o que é que é para levar a sério?
política governo (sistema) trabalho executivo (governo) referendo
Ver comentários