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Correio da Manhã

Opinião
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Pensões e salários

É provável que os salários médios voltem a perder poder de compra.
Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 21 de Maio de 2022 às 00:32
A atualização das reformas vai significar um aumento recorde das pensões, por causa da inflação galopante.

A lei prevê a compensação natural da erosão do poder de compra e ainda determina um ganho por causa do crescimento económico, para a maior parte dos reformados, o que significa que no próximo ano os aposentados terão recuperado algum fôlego.

A legislação está bem feita e destina-se a proteger o rendimento de uma grande camada da população.

Mas a população ativa terá muita dificuldade em recuperar poder de compra na mesma dimensão.

As discussões salariais voltam à ordem do dia, não apenas no Estado, mas também no setor privado.

Em muitas empresas, além das atualizações motivadas pelo salário mínimo nacional, a maior parte dos empregados já não vê aumentos desde a crise financeira que começou em 2008.

A escassez de mão de obra está a fazer subir os ordenados em alguns setores, mas essa ainda não é a tendência geral, porque o poder negocial dos trabalhadores é baixo. E, assim sendo, é provável que os salários médios voltem a perder poder de compra.
economia negócios e finanças trabalho salários e pensões
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