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Correio da Manhã

Opinião

A caminho do planalto

Marcelo vai às compras de... máscara. Em que ficamos?
Paulo João Santos 1 de Abril de 2020 às 00:32
Numa crise com a dimensão da que estamos a viver haverá sempre decisões excessivas ou que pecam por defeito, meias verdades e algumas mentiras, comportamentos irresponsáveis, sentimentos de revolta, momentos de ansiedade e descontrolo, falhas graves de comunicação.

Não faz sentido, por exemplo, a diretora-geral de Saúde defender a inutilidade e, até, o perigo das máscaras, e vermos o Presidente da República de máscara, às compras, num estabelecimento comercial. Em que ficamos?

Quando se fizer a autópsia da pandemia avaliaremos o que correu bem e o que correu mal. Para já, estamos ainda a caminho do planalto e já leva uma eternidade.

Mas nem tudo é desculpável e muito menos admissível, como a perspetiva da libertação em massa de reclusos. Tal como a situação dramática que se vive nos lares, só agora, tardiamente, se olhou para as prisões. Mas aqui o caso é diferente. Estamos a falar de violadores, homicidas, pedófilos, condenados por violência doméstica, assaltantes de dedo no gatilho, ladrões de faca na mão, burlões da pior espécie. A associação dos juízes já traçou linhas vermelhas.

Que sejam respeitadas, é o mínimo que se pede.
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