Barra Cofina

Correio da Manhã

Opinião
7

Bloco central em Ovar

Desta vez, a direita não se unirá, como tem sido tradição, em volta de um candidato comum a Belém.
Alfredo Leite(alfredoleite@cmjornal.pt) 23 de Maio de 2020 às 00:33
Rui Rio aproveitou o almoço em Ovar com Marcelo Rebelo de Sousa, realizado a convite do autarca local e vice do presidente do PSD, para alimentar a espécie de tabu que mantém sobre as eleições presidenciais. Disse o líder do PSD que "uma das coisas que a vida nos ensina é a gestão do tempo" para explicar os cuidado temporais sobre o inevitável apoio que o PSD dará à recondução de Marcelo.

Já António Costa parece ter uma noção de tempo – e do modo – mais afinada do que o seu rival, e foi por isso que se antecipou a Rio quando na Autoeuropa lançou a recandidatura do atual presidente, vaticinando a reeleição como "óbvia". Empurrado para a desconfortável posição de candidato do Governo, Marcelo bem poderia esperar que Rui Rio se chegasse à frente com o esboço em Ovar de um apoio que pode tardar, mas não falhará. Sendo certo que, desta vez, a direita não se unirá, como tem sido tradição, em volta de um candidato comum a Belém, Rio será sempre o apoiante de Marcelo que correu atrás de Costa.

E o tempo também dirá quais as consequências para o PS do ‘timing’ escolhido por António Costa para apoiar Marcelo Rebelo de Sousa.
António Costa Marcelo Rebelo de Sousa Rui Rio Ovar PSD Rio PS política eleições presidência candidato
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)