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Correio da Manhã

Opinião
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"É preciso ter consciência que os tempos são duros e que a tempestade está para durar", por Paulo João Santos

É preciso ter consciência que os tempos são duros e que a tempestade está para durar.
Paulo João Santos 23 de Maio de 2022 às 00:32
Image Paulo Santos.TIF (10240483) (Milenium)
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Entendem os portugueses que o Governo tem gerido mal a crise dos combustíveis, que há espaço para o crescimento dos salários e que o aumento generalizado dos preços se deve não apenas à guerra, mas a erros do Executivo de António Costa.

Estas conclusões, que resultam de uma sondagem da Intercampus para o CM, que o leitor pode consultar na página 32, mostram um país que olha para a guerra como uma realidade lá longe. Não é assim. Lisboa dista milhares de quilómetros de Kiev, mas cada tiro, cada míssil disparado tem impacto direto em Portugal.

A escalada dos preços, decorrente sobretudo da crise energética, é inevitável, face à dependência europeia da Rússia, e nenhum governo, de esquerda, direita ou centro, a consegue contornar de um dia para o outro. Basta olhar para o que se passa com os nossos parceiros comunitários. Todos os Estados-membros, sem exceção, enfrentam dificuldades, quer ao nível do crescimento económico, quer no controlo da inflação.

Mais do que apontar o dedo à governação, é preciso ter consciência que os tempos são duros e que a tempestade está para durar. Há que começar a apertar o cinto. 
Governo economia negócios e finanças economia (geral) macroeconomia energia associações empresariais
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