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Correio da Manhã

Opinião
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Duas boas decisões

O coordenador da ‘task force’ da vacinação já tinha dado mostras de que não era o homem certo para a missão.
Carlos Rodrigues(carlosrodrigues@cmjornal.pt) 4 de Fevereiro de 2021 às 00:32
O coordenador da ‘task force’ da vacinação já tinha dado mostras de que não era o homem certo para a missão. O tom sempre enfadado das intervenções públicas denotava pouca paciência para as vicissitudes da realidade. A incapacidade para impor regras bem claras foi a verdadeira origem de todos os abusos denunciados nos últimos dias. Finalmente, a mistura do plano técnico com o juízo político, ao invetivar o meio milhão de votantes de um candidato presidencial, numa entrevista em direto, no sábado à noite, completou o quadro de total inadaptação.

Mas a saída de Francisco Ramos não foi a única boa notícia do dia no que à urgência da vacinação diz respeito. O Governo seguiu o conselho que vários intervenientes têm vindo a dar, e que ontem, em boa hora, Rui Rio reiterou. Entregar a liderança do processo a um militar especialista em logística dá pelo menos a garantia de que passa a haver na sala alguém que sabe o que está a fazer.

Assim haja coesão política em redor do novo chefe do projeto, quando os pequenos poderes tiverem de ser enfrentados.

O País não admitirá nova falha. Vacinar é urgente!
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