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Correio da Manhã

Opinião
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É preciso escolher um lado

Quantos mais atentados vão ser necessários até que os Estados se unam na criação de um Direito Penal especial que enfrente esta guerra sem fronteiras, fundada numa enorme religião monoteísta?
Editorial CM 5 de Junho de 2017 às 00:32
Bolacha Editorial CM
Bolacha Editorial CM FOTO: Nuno Costa
É o Reino Unido quem está agora no topo da preferência dos fanáticos, com o ódio de sempre, servido por métodos cada vez mais artesanais e difusos.

A mensagem da elite política atinge a náusea, numa lengalenga repetida desde o 11 de Setembro: não nos rendemos, os terroristas não vão alterar a nossa forma de viver e de olhar o Mundo. Mas viver com medo constante no coração das capitais da tolerância, nos centros irradiadores da civilização democrática, nas sedes primaciais dos Estados de Direito, não é mudar radicalmente a nossa maneira de viver?

Quantos mais atentados vão ser necessários até que os Estados se unam na criação de um Direito Penal especial que enfrente esta guerra sem fronteiras, fundada numa enorme religião monoteísta?

A única forma de os terroristas não lograrem atingir o seu fim – uma guerra de civilizações entre fiéis e infiéis – é podermos continuar a distinguir entre o que são comunidades islâmicas tolerantes, que professam o seu Deus sem o procurar impor a todos, e os grupos de jovens que a Europa não soube integrar, mas que, com passaportes europeus, escolheram como inimigo mortal os nossos valores fundacionais, desde logo, o do direito à vida.

A Europa tem de encontrar meios legais para perguntar às comunidades islâmicas e às próprias famílias dos radicais de que lado querem estar nesta guerra urbana.
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