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Correio da Manhã

Opinião
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Em casa com layoff

Os gerentes das microempresas também precisam de proteção.
Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 31 de Março de 2020 às 00:32
O regime de layoff que esta semana começa a ser aplicado a centenas de milhares de trabalhadores, numa escala inédita, acaba por ser uma rede de salvaguarda para as empresas que ficaram sem negócio.

Para os trabalhadores que vão para casa e perdem um terço do salário, o regime de layoff mantêm o vínculo contratual com a empresa e todos os direitos garantidos, quando regressarem ao local de trabalho. É uma situação excecional, para um crise extraordinária. Os cofres da Segurança Social vão ficar muito pressionados, já que ficam sem centenas de milhões de euros de receitas e têm de fazer face a uma despesa brutal durante vários meses. Mas só salvaguardando as empresas nesta hibernação é que se podem salvar empregos e acelerar a retoma depois deste apagão.

Esta medida justa e equilibrada tem ainda uma falha num país onde imperam os pequenos negócios. Há milhares de microempresas em que só trabalha o gerente. Artesãos, vendedores, motoristas proprietários do seu táxi, cabeleireiros e outros prestadores de serviços, estão sem rendimento e sem rede de proteção. Também precisam de algo parecido com o layoff.
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