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Correio da Manhã

Opinião
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Fraca união

Situação atual exige exceção na vacinação e não burocratas.
Alfredo Leite(alfredoleite@cmjornal.pt) 18 de Fevereiro de 2021 às 00:33

O ministro da Saúde da Croácia anunciou que o país, membro da EU, quer comprar à Rússia um milhão de doses da Sputnik V, vacina sem aprovação da Agência Europeia de Medicamentos (AEM).

A decisão pode explicar-se pela circunstância dos croatas só terem conseguido vacinar 2,98 por 100 habitantes, cifra distante da média europeia, de 5,02 em 100, ou até dos 5,29 portugueses.

O que aconteceu então à eficácia da compra conjunta, para distribuição equitativa pelos 27 Estados-membros, que faria os países europeus mais fortes na negociação com as gigantes farmacêuticas? A contar pelos três quartos da população israelita já imunizada ou o quarto de britânicos já vacinados, os europeus não foram mais fortes juntos.

A situação de emergência que vivemos, em que um urgente, mas seguro, desconfinamento depende quase só da eficácia da vacinação, exige medidas extraordinárias.

Que não se compadecem nem com a burocracia da AEM, nem com a complacência de Bruxelas perante o mercantilismo da indústria, enquanto morrem pessoas e definham economias e menos ainda com governos que assistem a tudo isto sem nada fazer.

Rússia EU AEM Agência Europeia de Medicamentos questões sociais
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