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Correio da Manhã

Opinião
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Imunidade de grupo

Portugal não pode suspender a legalidade quando o futebol começa.
Octávio Ribeiro(octavioribeiro@cmjornal.pt) 6 de Junho de 2020 às 00:33
Não interessa se o cobarde ataque terrorista aconteceu em território da GNR ou de ninguém. É à PSP que cabe deslindar rapidamente o enigma da autoria de mais este grave desafio ao Estado de Direito.

Os políticos da esquerda à direita têm empurrado com a barriga a resolução dos graves problemas criados pelas claques, agora chamadas de ‘organizadas’. A experiência semanal prova que as claques são organizadas para a violência e outras formas de crime. Que práticas policiais frouxas deixam passar como legais.

Quando milhões de pessoas testemunham imagens de um punhado de energúmenos, face a face com polícias de elite, a vociferar, com gestos ameaçadores, que sinal se dá ao País? Diz-se aos nossos jovens que ali, no seio daqueles grupos, encontram um espaço de impunidade e poder fático. Pertencer a uma claque é como adquirir imunidade de grupo ao terrível vírus que exige o cumprimento das leis.

A PSP, cujo funcionamento todos pagamos, aplica dezenas de agentes no acompanhamento das atividades destes grupos cada vez mais perigosos. É bom que vejamos resultados desse investimento.

Portugal não pode suspender a legalidade quando o futebol começa.
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