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Correio da Manhã

Opinião
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O estranho 13 de Maio

A fé de quem reza na Capelinha das aparições é maior do que a Igreja.
Paulo João Santos 13 de Maio de 2020 às 00:32
Eque é que vossemecê me quer?", perguntou Lúcia à Senhora de Fátima, na primeira Aparição, faz hoje 103 anos.

O mistério da Cova da Iria, ainda objeto de estudo, encontra-se profusamente documentado nos arquivos do santuário, de forma cronológica, entre 13 de Maio e 13 de Outubro de 1917 - data da última aparição, quando o ‘sol bailou’ sobre a cabeça de 70 mil peregrinos.

Milagre para uns, mistificação para outros, certo é que Fátima não mais deixou de ser um dos locais de culto católico mais procurados do Mundo, recebendo anualmente milhões de fiéis.

Embora o 13 de Outubro seja a data mais importante, pelos acontecimentos inexplicáveis que ali ocorreram, é o 13 de Maio que reúne mais gente. Foi assim durante um século. Até hoje.

A imagem de um santuário deserto, de uma Procissão das Velas sem velas e de uma Procissão do Adeus sem lenços brancos é desoladora.
O Governo não procurou uma fórmula que permitisse um mínimo de peregrinos e a Igreja não teve a coragem de cancelar as celebrações, esquecendo que só há Fátima com a presença de fiéis.

Vale que a fé de quem reza na Capelinha da Aparições é bem maior do que a Igreja.
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