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Correio da Manhã

Opinião
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O perigo de relaxar

Erro de cálculo deixou centros de vacinação às moscas.
Alfredo Leite(alfredoleite@cmjornal.pt) 17 de Janeiro de 2022 às 00:32
A ‘task force’ da vacinação contra a Covid-19 decidiu – e bem – que o fim de semana seria aberto à inoculação dos membros das mesas de voto das eleições Legislativas do final do mês. Avaliou – mal – que a afluência seria suficiente para manter os centros ocupados e o resultado foi o que se viu.

Talvez por um erro de cálculo decorrente da circunstância de Portugal ter administrado já umas invejáveis 20 milhões de doses da vacina, a resposta a esta chamada foi mínima e a generalidade dos centros estiveram às moscas praticamente em todo o País. E nem a correção do erro, com a chamada de última hora de profissionais de segurança e socorro e funcionários do Ensino Superior ocupou os profissionais destacados para esta operação.

Este fim de semana Portugal alcançou a cifra de quase nove milhões de residentes com a chamada vacinação primária completa, o que nos mantém no topo das nações imunizadas. É um excelente número, mas ainda não chegámos a um estado pandémico que permita amadorismos.

Num passado recente, o relaxamento deu maus resultados que devemos evitar repetir a todo o custo.
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