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Correio da Manhã

Opinião
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O rasto da peste

100 anos depois de uma pandemia provocada por um vírus da gripe que matou dezenas de milhões de pessoas, surge outra peste com efeitos devastadores.
Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 12 de Maio de 2020 às 00:32
100 anos depois de uma pandemia provocada por um vírus da gripe que matou dezenas de milhões de pessoas , surge outra peste com efeitos devastadores.

O contágio é impressionante e cada morte é de lamentar. Mas este vírus , identificado no final do ano passado na China, destaca-se pelo rasto de destruição económica.

Milhões de empresas fechadas em todo o mundo, centenas de milhões de pessoas que ficaram sem qualquer rendimento.

Não é preciso sair de Portugal para ver o caos e destruição provocados.

Empresas e negócios que viviam até fevereiro com folga financeira caíram de repetente num estado de indigência. E muitas das pessoas vítimas da calamidade económica vão ter muita dificuldade em recuperar da ruína.

Mas não é apenas na economia que o vírus fez mossa. Já alterou a nossa vida social, afetos, rotinas, tradições. Eventos seculares que resistiram até a outras pestes foram alterados, como a Páscoa e outras festas centenárias.

E o 13 de Maio que tornou Fátima uma verdadeiro altar de Mundo, graças à peregrinação de tanta gente, tem este ano uma celebração diferente. E tudo isto é provocado por um vírus invisível que tem apenas 70 milionésimas de milímetro.

Dizem os cientistas que em relação ao ser humano o coronavírus é tão pequeno como uma galinha em relação ao planeta terra.
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