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Correio da Manhã

Opinião
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Os briefings da DGS

As autoridades de saúde têm de fornecer dados corretos ao País.
Carlos Rodrigues(carlosrodrigues@cmjornal.pt) 2 de Abril de 2020 às 00:32
O período excecional que vivemos vai durar por um tempo que é ainda impossível de determinar. O primeiro-ministro sintetizou muito bem: já sabemos que há uma luz ao fundo do túnel, mas neste momento ainda não a vemos.

Os sacrifícios coletivos visam atrasar a propagação do vírus. "Achatar a curva" ou "comprimir a mola", como diz o Presidente, são expressões que hoje em dia já fazem parte do nosso perturbado quotidiano. Ora, a avaliação da linha de infeções cola o país, diariamente, ao balanço da DGS. E aí, há um problema de credibilidade que se está a agravar.

Com base num erro que não chegou a ser bem explicado, o país esteve à beira de fechar o Porto, a segunda maior cidade do país. É justo reconhecer que Rui Moreira tinha razão ao opor-se a uma medida que, sabemos agora, teria sido precipitada e sem fundamento sólido, pelo menos naquela altura.

O país está mobilizado para esta missão. Que as autoridades de saúde saibam fazer o retrato da realidade com rigor e credibilidade é o mínimo a que temos direito. Menos do que isso será agravar os efeitos de uma pandemia cujo sofrimento é já histórico para o nosso país.
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