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Correio da Manhã

Opinião
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Primeiro de Maio

O feriado homenageia os trabalhadores e quem lutou por condições dignas. Muita gente morreu por defender jornadas laborais de 8 horas com salário justo.
Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 1 de Maio de 2020 às 00:31
Há precisamente 46 anos, as comemorações do Primeiro de Maio levaram a todo o País o 25 de Abril. Uma celebração que juntou Mário Soares e Álvaro Cunhal no mesmo palco perante uma multidão no campo da então FNAT, em Lisboa.

A partir daí, as naturais e saudáveis divisões ideológicas em democracia levaram à realização de eventos diversos. Essa tradição é interrompida este ano. Não voltamos a 1973, mas os desfiles têm de ser com distanciamento físico.

O feriado homenageia os trabalhadores e quem lutou por condições dignas. Muita gente morreu por defender jornadas laborais de 8 horas com salário justo. Trabalho com ordenado digno em condições de segurança é um direito fundamental, que está a ser ameaçado pela recessão gerada pela pandemia.

Portugal vive a segunda grande crise em menos de uma década e os mais atingidos são os jovens com menos de 40 anos. Os salários antes do surto ainda não tinham recuperado o nível de 2008. O ordenado mínimo que aumentou nos últimos anos tinha-se transformado em quase bitola, principalmente para os jovens, independentemente da qualificação.

Muitos deixaram de ser empregados com direitos, para ser parceiros à comissão, como os condutores dos TVDE. Esta crise é severa para todos, mas para as pessoas em situação precária é ainda mais.
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