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Correio da Manhã

Política
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Advogado de Moreira acusa procurador do Ministério Público de 'show off'

Tiago Rodrigues Bastos afirmou que "é uma vergonha que um procurador atue desta forma".
Lusa 21 de Janeiro de 2022 às 16:43
Rui Moreira
Rui Moreira FOTO: José Coelho / Lusa
O advogado do presidente da Câmara do Porto afirmou esta sexta-feira que a atuação do Ministério Público (MP) foi "uma vergonha" ao não ter "a hombridade" de ponderar na decisão e avançar com recurso, acusando o procurador de 'show off'.

"O que hoje assistimos aqui é uma vergonha. Pelo menos o Ministério Público poderia ter a hombridade de ponderar, ler, verificar (...) quis fazer um 'show off' de vos [aos jornalistas] comunicar que iria interpor recurso. Com todo o respeito, é uma vergonha que um procurador atue desta forma", afirmou o advogado de Rui Moreira, Tiago Rodrigues Bastos, após a leitura do acórdão, no Tribunal de São João Novo, no Porto.

Aos jornalistas, Tiago Rodrigues Bastos disse que a decisão deve "deixar toda a gente contente".

"Não podemos deixar de ficar contentes quando é o tribunal que diz que alguém que exerce funções tão importantes como Rui Moreira exerce não cometeu nenhuma infidelidade ao seu cargo, devia de nos deixar a todos contentes", acrescentou.

O presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, foi esta sexta-feira absolvido no processo Selminho, no qual estava acusado de prevaricação por favorecer a imobiliária da família, de que era sócio, em detrimento do município portuense.

Na leitura do acórdão, que decorreu no Tribunal de São João Novo, no Porto, a presidente do coletivo de juízes, Ângela Reguengo, disse que, em julgamento, não ficou provado que o autarca tenha dado instruções ou agido com o propósito de beneficiar a Selminho.

Segundo a juíza, também não ficaram provados os factos ilícitos que constam da acusação do Ministério Público (MP), que, nas alegações finais, tinha pedido a condenação do autarca a uma pena suspensa e à perda deste mandato.

Rui Moreira foi julgado pelo crime de prevaricação, acusado de favorecer a imobiliária da família (Selminho), da qual era sócio, em prejuízo do município do Porto, no litígio judicial que opunha a autarquia à imobiliária, que pretendia construir um edifício de apartamentos num terreno na Calçada da Arrábida.

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