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Correio da Manhã

Política
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Ana Gomes acredita numa segunda volta nas Presidenciais e pisca o olho à esquerda

Candidata insistiu numa convergência à esquerda no debate frente a João Ferreira que afastou de imediato o cenário.
5 de Janeiro de 2021 às 22:37
Ana Gomes explicou que irá controlar contribuições dadas
João Ferreira, do PCP
Ana Gomes explicou que irá controlar contribuições dadas
João Ferreira, do PCP
Ana Gomes explicou que irá controlar contribuições dadas
João Ferreira, do PCP
No debate entre Ana Gomes e João Ferreira para as eleições presidenciais que se avizinham, a candidata a Belém afirmou acreditar numa segunda volta e 'piscou' o olho à esquerda. 

O cenário de convergência à esquerda foi afastado rapidamente por João Ferreira alegando que esse cenário não se pode discutir "em abstrato". 

Ana Gomes lamentou que não se tenha conseguido uma Geringonça II e mostrou-se "sempre disponível para convergências, sobretudo quando a democracia está em causa e sobre ataque".

Sobre o adversário de debate, realizado na RTP, Ana Gomes assumiu que não o considerava o principal adversário atribuindo esse papel a Marcelo Rebelo de Sousa.

A antiga eurodeputada socialista mostrou-se crente numa "segunda volta", pois "a sondagem que conta é a de dia 24 [de janeiro]", data das eleições presidenciais.

"Sou mais crítico do que a Ana Gomes relativamente ao que foi o exercício dos poderes do atual Presidente, ao longo dos últimos cinco anos, porque se afastou desse juramento [de cumprir e fazer cumprir a Constituição]. Eu não teria promulgado alterações à legislação laboral que desorganizaram a vida de muitos trabalhadores por via do banco de horas, que deixaram os jovens perante situação de maior vulnerabilidade", afirmou, por seu turno, João Ferreira.

Ana Gomes disse que, nas questões do trabalho, "não podia estar mais de acordo com o João [Ferreira]".

"Como é fundamental valorizar o trabalho e dar condições, criar emprego, emprego decente, bem remunerado, em atividades que respondam às imperativas transições digital e energética, para responder às transições climáticas", enumerou, valorizando o contributo do PCP para a aprovação de sucessivos orçamentos do Estado desde 2015.

Segundo o eurodeputado comunista, "nem Ana Gomes aceitaria uma imposição de Bruxelas de querer transformar uma Caixa Geral de Depósitos, com papel essencial na economia, numa espécie de 'caixinha' ou de tornar a TAP uma subsidiária de uma companhia de bandeira alemã", pois "o Presidente da República tem de ter uma palavra a dizer".

"Esta é a grande divisão que tenho em relação ao João Ferreira porque sou profundamente europeísta e mais convicta hoje de que sem a Europa nós não nos salvamos", respondeu a militante socialista.

 

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