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Correio da Manhã

Política
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António Costa recebe Sánchez para acertar ‘bazuca’ europeia

Comissão Europeia propôs um fundo de recuperação financeira de 750 mil milhões de euros.
Andresa Pereira 6 de Julho de 2020 às 10:58
António Costa
 e Pedro Sánchez juntos, na última 
4ª feira, para reabrir
a fronteira terrestre
entre Elvas e Badajoz
António Costa
 e Pedro Sánchez juntos, na última 
4ª feira, para reabrir
a fronteira terrestre
entre Elvas e Badajoz FOTO: Nuno Gouveia/Lusa
Com o Conselho Europeu agendado para 17 e 18 de julho, em Bruxelas, o primeiro-ministro recebe esta segunda-feira o seu homólogo espanhol, Pedro Sánchez, em São Bento, para definirem uma estratégia comum quanto ao Quadro Financeiro Plurianual de 2021/2027 e ao fundo de recuperação financeira.

Este fundo de recuperação, proposto pela Comissão Europeia para ajudar os Estados-Membros prejudicados pela pandemia da Covid-19, envolve um valor de 750 mil milhões de euros dividido entre um pacote de subvenções e empréstimos a fundo perdido, mas não tem sido apoiado pelos quatro países “frugais” - Dinamarca, Áustria, Países Baixos e Suécia.

“Partindo do princípio de que todos são racionais, não vejo nenhuma razão para que a Holanda, a Suécia, a Áustria e a Dinamarca estejam menos empenhadas do que nós estamos na recuperação económica do conjunto da Europa”, afirmou António Costa recentemente.

Caso a proposta seja aprovada no Conselho Europeu, Portugal poderá receber uma verba superior a 26,3 mil milhões de euros, entre os quais 15,5 mil milhões a fundo perdido. Já Espanha, uma das principais beneficiárias, poderá receber uma verba total de 77 mil milhões.

PORMENORES
Encontros bilaterais
António Costa recebe amanhã o primeiro-ministro de Itália, Giuseppe Conte. Já no dia 13 de julho, é a vez de o primeiro-ministro português ir a Haia para se encontrar com o primeiro-ministro holandês, Mark Rutte.

Desavenças
A última reunião do Conselho Europeu, a 19 de junho, terminou sem um acordo para o fundo de recuperação económica.

Recados de Merkel
A chanceler alemã, Angela Merkel, já tinha pedido rapidez num acordo face à grande dimensão da crise.
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