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Correio da Manhã

Política
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Candidato da Iniciativa Liberal às presidenciais classifica mandato de Marcelo como inexistente

Tiago Mayan Gonçalves tinha já acusado Marcelo Rebelo de Sousa de não ter sido Presidente da República.
Lusa 25 de Novembro de 2020 às 17:48
Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa FOTO: Lusa
O candidato presidencial apoiado pela Iniciativa Liberal (IL), Tiago Mayan Gonçalves, classificou esta quarta-feira o mandato de Marcelo Rebelo de Sousa como inexistente, acusando-o de nada ter feito enquanto Presidente da República.

"O balanço é de algo que é inexistente, é alguém que não exerceu o mandato de Presidente da República, portanto há muito pouco a dizer sobre o que ele fez, porque ele nada fez enquanto Presidente da República. Em suma, é a minha análise sobre isso e é também um dos grandes motivos para estar aqui agora a apresentar-me e a candidatar-me a esse cargo", afirmou, em declarações aos jornalistas no final da apresentação oficial da sua candidatura no Porto.

Em entrevista à agência Lusa divulgada este fim de semana, o candidato presidencial apoiado pela Iniciativa Liberal tinha já acusado Marcelo Rebelo de Sousa de não ter sido Presidente da República, mas "ministro da propaganda" do Governo socialista, considerando que este colaboracionismo foi "meramente narcisístico" para conseguir a reeleição.

Confrontado com uma sondagem que lhe atribui 1% das intenções de voto nas eleições presidenciais de 24 de janeiro, o candidato liberal e advogado de profissão garantiu que este é um combate para "levar até ao fim" e no qual se afirmará como o candidato da defesa dos direitos, liberdade e garantias dos cidadãos.

"O poder é do cidadão e temos vindo a ver continuamente o poder do cidadão a ser coartado em diferentes aspetos, impedindo a sua liberdade de escolha, na sua capacidade de tomar decisões e de agir até. E, portanto, a minha prioridade e foco enquanto presidente da República será garantir a devolução do poder é feita ao cidadão", declarou.

Assumindo-se como o candidato fora da "bolha do terreiro do Paço", Tiago Mayan prometeu ser o presidente de todos os portugueses, advogando o combate pelos jovens, pelos idosos, pelas pequenas e médias empresas e pela liberdade democrática.

No discurso, o candidato liberal recusou o papel de defensor acrítico de um Governo, candidatando-se para cumprir o papel de moderação entre a governação e "os sonhos das pessoas".

"Venho, não para ser um defensor acrítico de um Governo, mas para cumprir o papel de moderação e equilíbrio sensato entre a governação e o sonho das pessoas, as suas liberdades e as suas vontades. Venho, não por vaidade pessoal, nem para cumprir as indicações deste ou daquele partido", declarou no discurso de apresentação oficial da sua candidatura às eleições presidências de janeiro, no Porto.

Natural do Porto, o advogado de profissão, advoga que entra neste combate para ser esse guardião, em nome de todos, na Presidência da República.

"É pela Liberdade que aqui estou", referiu.

Questionado pelos jornalistas, admitiu que a campanha eleitoral terá de ser diferente em tempos de pandemia, mas disse esperar ter a oportunidade de debater com todos os candidatos.

Tiago Mayan garantiu ainda que se perder, a Iniciativa Liberal contará com a sua ajuda para o que for necessário.

A dois meses das eleições presidenciais, marcadas hoje para 24 de janeiro, são oito os pré-candidatos ao cargo de Presidente da República atualmente ocupado por Marcelo Rebelo de Sousa, que ainda não anunciou se irá recandidatar-se.

Apesar das manifestações de vontade, as candidaturas a Presidente da República só são válidas depois de formalmente aceites pelo Tribunal Constitucional, e após a apresentação e verificação de um mínimo de 7.500 e um máximo de 15.000 assinaturas de cidadãos eleitores, que terão de ser entregues até à véspera de Natal, trinta dias antes das eleições hoje convocadas pelo Presidente da República.

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