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Correio da Manhã

Política
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Carmona promete o que já há

Carmona Rodrigues, candidato à Câmara Municipal de Lisboa (CML), tem no seu programa eleitoral previstas medidas já existentes, como a abertura das bibliotecas à hora de almoço e o seu acesso à internet.
15 de Agosto de 2005 às 00:00
Carmona Rodrigues acusado de prometer o que já existe
Carmona Rodrigues acusado de prometer o que já existe FOTO: Vítor Mota
Vindo de um candidato que nos últimos quatro anos assumiu responsabilidades na gestão camarária, de que foi (é) vice-presidente e presidente, a proposta não passou despercebida às pessoas ligadas aos meios culturais na cidade.
Num e-mail que circula pela internet, o signatário, que solicita anonimato, diz que “gostava de saber o que é que o homem esteve a fazer na câmara este tempo todo”, perguntando: “Será que algum dia pôs o pé numa (só uma!) biblioteca?”.
Criticada, pelos mesmo motivos, é a proposta de “proporcionar o acesso à internet”, na medida em que das 12 bibliotecas municipais, constantes no ‘site’ da CML, apenas três não referem disponibilizar esse serviço aos respectivos utentes.
Questionada pelo CM, a assessora da candidatura de Carmona Rodrigues esclarece que a frase “as bibliotecas estão fechadas à hora de almoço” não é da autoria da direcção de campanha, mas de um dos participantes nos “grupos foco” para a Cultura. Sem recusar a responsabilidade, a assessora explica que essas frases (’Vozes de Lisboa’), “constantes em todo o programa”, serviram de “emblema” para depois tentar “reparar os motivos de crítica”.
Quanto à internet, defende que a ideia é “potenciar as possibilidades” e argumenta: “somos criticados por propor uma coisa que já existe, como seríamos se não fizéssemos qualquer referência”.
CRIAR MUSEU DAS MOTAS
No seu programa para a Cultura, onde se incluem as referidas propostas de abrir as bibliotecas à hora de almoço e de promover o seu acesso à internet, Carmona Rodrigues defende a criação, em Lisboa, de um Museu das Motas Clássicas.
O candidato apoiado pelo PSD defende ainda a criação do Museu das Descobertas; dos Transportes de Lisboa; de Histórias da Medicina e quer “a fixação da colecção Berardo em Lisboa”.
Relativamente aos monumentos, “Lisboa no seu todo é um monumento”, o candidato propõe “projectos de animação cultural nos espaços monumentais” e “melhorar a iluminação monumental nocturna”, pretendendo ainda “definir percursos históricos” e “dar a conhecer a história das ruas e praças mais interessantes”.
Carmona Rodrigues defende ainda a criação de “concursos para murais (graffiti)”, definir “espaços públicos [viadutos, muros ou empenas cegas] que possam ser a tela desta nova intervenção” e “promover a formação e participação de jovens talentos da pintura urbana”.
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