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Correio da Manhã

Política
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Comandos e ‘Fuzos’ contra o terrorismo em Moçambique

Número de instrutores não está fechado mas andará nas “dezenas”.
Sérgio A. Vitorino 11 de Fevereiro de 2021 às 08:37
João Gomes Cravinho , ministro da Defesa, visitou Moçambique em dezembro passado
João Gomes Cravinho , ministro da Defesa, visitou Moçambique em dezembro passado FOTO: LUÍZA NHANTUMBO/LUSA
Portugal vai enviar para Moçambique elementos das suas unidades de elite, para transmitir ensinamentos e técnicas às forças militares locais que combatem o grupo Al-Shabab, que se filiou ao Daesh para impor um califado em Cabo Delgado. O CM sabe que Fuzileiros da Marinha, Comandos do Exército e controladores aéreos avançados da Força Aérea vão avançar assim que os ministros da Defesa assinem o novo programa-quadro de Cooperação no Domínio da Defesa (2021-2025). “Esta missão de cooperação bilateral é a mais exigente e ambiciosa já levada a cabo entre os dois países”, adianta fonte oficial da Defesa.

“Está ainda a ser ponderado o número de militares a destacar. Atendendo ao atual quadro, o esforço português será especificamente dirigido ao reforço da capacidade de combate ao terrorismo em Cabo Delgado”, assegura o ministério. O CM sabe que o número de militares portugueses andará na casa “das dezenas” e que os Comandos ficarão em Chimoio e os Fuzileiros em Catembe. “No pacote de formação militar está também incluído o apoio ao nível da capacidade de ligação entre meios terrestres e aéreos e o reforço do ensino em matérias como o contraterrorismo, os direitos humanos, a igualdade de género e a comunicação estratégica”, refere o ministério.

PORMENORES
União Europeia  
O Ministério da Defesa tem “desenvolvido esforços para promover um reforço do diálogo” entre a União Europeia e Moçambique, com enfoque na segurança.

Missão militar
O chefe do Estado-Maior-General (almirante Silva Ribeiro) e o chefe do Comando Conjunto (general Serronha) estiveram em Moçambique a fechar o programa.

Zona de riquezas
Duas a três mil pessoas já foram mortas e 600 mil fugiram de casa nos últimos três anos, em Cabo Delgado, nordeste de Moçambique, zona rica em rubis e gás.
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