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Correio da Manhã

Política
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Comboios dão lugar a passeios turísticos de 220 quilómetros

Nove troços, num total de 220 quilómetros, já foram reabilitados em parceria com municípios.
Raquel Oliveira 27 de Janeiro de 2020 às 01:30
Ecopista que liga a localidade de Fronteira a Cabeço de Vide, no Norte Alentejo
Ecopista do Dão, em Figueira, Viseu.
Ecopista de Viseu
Ecopista que liga a localidade de Fronteira a Cabeço de Vide, no Norte Alentejo
Ecopista do Dão, em Figueira, Viseu.
Ecopista de Viseu
Ecopista que liga a localidade de Fronteira a Cabeço de Vide, no Norte Alentejo
Ecopista do Dão, em Figueira, Viseu.
Ecopista de Viseu

Mais de 220 quilómetros de caminhos de ferro desativados foram, nos últimos anos, transformados em ecopistas. Com percursos entre vales e rios, florestas e áreas urbanas, estes troços outrora usados por comboios são agora percorridos por caminhantes e ciclistas.

O programa de reabilitação prevê a transformação de 950 quilómetros (dos mil desativados) em percursos pedonais e cicláveis. Neste momento, e em resultado de protocolos com os municípios, estão disponíveis nove ecopistas: Minho, Famalicão, Guimarães, Tâmega, Sabor, Dão, Vouga, Montado e Mora.

A ecopista do Minho, que se desenvolve junto ao rio com o mesmo nome, passa pela estação de Valença e pelo antigo apeadeiro da Senhora da Cabeça, em Cortes, e é uma das mais premiadas a nível internacional, tendo sido já classificada como a terceira melhor via verde da Europa.

Também a ecopista do Dão - entre Santa Comba Dão e Viseu, já conquistou o Prémio de Mobilidade em Bicicleta na categoria de Comunidades Intermunicipais. Com quase 50 quilómetros, esta é atualmente a ecopista mais extensa e, para muitos, a mais bonita.

Para além dos 220 quilómetros em funcionamento, a IP Património tem já planos para mais 520 quilómetros, que já foram contratualizados, adiantou ao CM fonte da empresa. O projeto mais recente foi assinado com a Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central e envolve cerca de 200 quilómetros de antigos canais ferroviários.

Paralelamente à recuperação destas antigas vias ferroviárias têm sido desenvolvidos negócios turísticos, desde o aluguer de bicicletas até passeios em veículos tipo ‘rail bike’ (texto em baixo), passando pela observação de aves.

A recuperação destes canais ferroviários insere-se numa política mais vasta de preservação do património. "Só vendemos o que não conseguimos valorizar ou rentabilizar", garante ao CM Nuno Neves, administrador da IP Património. A empresa que gere o património ferroviário e rodoviário tem cerca de 950 contratos, que incluem desde parques de estacionamento até supermercados no interior das estações, passando por restaurantes e hotéis.

Pedalar no Marvão sobre carris de ferro
Há um único troço no País que preserva os carris de ferro para... pedalar. Os 15 quilómetros entre Marvão-Beirã e Castelo de Vide é feito em veículos ‘rail bike’, vindos expressamente dos Estados Unidos. O ponto de viragem é feito sobre uma ponte de 1930, a 30 metros de altura.

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