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Política

Costa admite aumento de 36 para 300 camas no Curry Cabral se pandemia de coronavírus se agravar

Primeiro-ministro visitou a unidade hospitalar e agradeceu aos profissionais de saúde.
Correio da Manhã e Lusa 25 de Março de 2020 às 12:29
António Costa
António Costa
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António Costa visitou esta quarta-feira o Hospital Curry Cabral, em Lisboa. No fim da visita, o primeiro-ministro explicou aos jornalistas que se deslocou até ali para expressar o "profundo agradecimento" a todos os profissionais de saúde e fez saber que que está a ser avaliada "a capacidade que o hospital tem de alargar de 36 para um total de 300 camas e outras soluções de recurso que poderão ser necessárias se a pandemia tiver uma evolução muito dramática", diz.

Em declarações aos jornalistas no final desta visita, António Costa quis enaltecer o "trabalho extraordinário" que os profissionais têm vindo a fazer nos diversos hospitais, incluindo no Curry Cabral, onde encontram internados vários infetados com coronavírus. 

O primeiro-ministro deu ainda conta de que se foi inteirar "dos desafios que os profissionais sentem no dia-a-dia, do apoio que necessitam por parte do Governo" e quis "avaliar a situação que aqui [Curry Cabral] existe". "Este hospital está preparado para vir a tornar-se um hospital exclusivamente covid", referiu.

O primeiro-ministro defendeu também esta quarta-feira que, antes das questões do número de testes, ou da aquisição de equipamentos, os portugueses têm de possuir agora uma "enorme disciplina" no cumprimento das regras de higiene e de distanciamento social.

Este recado foi transmitido por António Costa no final da visita de cerca de duas horas ao Hospital Curry Cabral, durante a qual esteve acompanhado pela ministra da Saúde, Marta Temido.

Confrontado pelos jornalistas com críticas sobre o número reduzido de testes realizados no país para diagnóstico do novo coronavírus, o líder do executivo citou na sua resposta o diretor do serviço de infecciologia do Hospital Curry Cabral, Fernando Maltês.

"Mantenhamos todos o estado de emergência, a contenção, o isolamento social e a enorme disciplina que temos tido e que temos de ter cada vez mais para evitar a expansão da pandemia. Essa é a chave disto tudo. Antes do número de ventiladores nos cuidados intensivos, antes do número de camas para internamento, antes dos testes, acima de tudo temos de ter uma enorme disciplina", sustentou o primeiro-ministro.

António Costa falou então na necessidade de haver disciplina no hábito de lavar as mãos com frequência, de não mexer na cara ou não cumprimentar ou abraçar outras pessoas, e de cada um dos cidadãos ficar o máximo possível em isolamento em casa, evitando ao máximo as saídas.

"Esse é o grande desafio que nós temos. Todos os outros são sequenciais", reforçou António Costa.

De acordo com o primeiro-ministro, se as regras de higiene e de distanciamento social forem cumpridas, "essa é a melhor ajuda que se poderá dar para que não faltem testes, equipamentos, camas e os profissionais possam desempenhar o seu trabalho".

Ao longo da visita, foram ainda equacionadas "outras soluções de recurso que poderão ser necessárias se a pandemia tiver uma progressão muito dramática", disse António Costa, embora sem especificar essas soluções em ponderação.

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