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Correio da Manhã

Política
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Costa avisa que não teme "maiorias negativas" e diz-se determinado em seguir em frente

Proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2021 foi aprovada em votação final global.
Lusa 26 de Novembro de 2020 às 16:14
António Costa criticou a lógica da "trincheira de confrontação"
António Costa criticou a lógica da 'trincheira de confrontação' FOTO: Miguel A. Lopes
O primeiro-ministro congratulou-se esta quinta-feira com a aprovação do Orçamento, avisou que o Governo não se deixa "amedrontar" com "maiorias negativas", juntando Bloco de Esquerda e a direita política, e afirmou-se determinado em seguir em frente.

Esta posições foram transmitidas por António Costa em declarações aos jornalistas na Assembleia da República, momentos depois de a proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2021 ter sido aprovada em votação final global pelo PS, com as abstenções do PCP, PEV, PAN e das deputadas não inscritas Joacine Katar Moreira e Cristina Rodrigues.

Numa referência às forças políticas que votaram contra o Orçamento do Estado, PSD, Bloco de Esquerda, CDS, Chega e Iniciativa Liberal, António Costa usou palavras duras sobre as vezes em que estas forças políticas se juntaram para alterar a proposta do executivo.

"Essas derivas só reforçam a nossa determinação de seguir em frente. E, se tínhamos essa determinação há cinco anos, há uma coisa que posso garantir: Quanto mais difícil, mais determinado eu estou em seguirmos em frente", declarou.

Tendo ao seu lado o ministro de Estado e das Finanças, João Leão, e o secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Duarte Cordeiro, o primeiro-ministro foi mais longe nos seus avisos: "Ninguém pense que nos vai amedrontar com maiorias negativas, maiorias que não convergem para fazer o que quer que seja, maiorias que só convergem para tentar impedir aquilo que estamos a fazer. Isso meus amigos, não pensem que nos apanham nessa", disse.

De acordo com o primeiro-ministro, perante essas conjugações políticas, há uma via alternativa: "Se não há cão haverá gato, mas vamos fazer".

"O país não nos perdoaria que nós não fizéssemos aquilo que temos a fazer para salvaguardar o prestígio internacional que o país recuperou, honrando todos os compromissos", declarou, aqui numa alusão à questão do contrato entre o Estado e o Novo Banco.

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