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Política
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Costa e Sánchez elogiam plano de recuperação europeia sem cheques em branco nem troikas

Primeiro-ministro considera proposta boa porque não é um “cheque em branco nem uma nova troika”.
Lusa e Correio da Manhã 6 de Julho de 2020 às 15:24
Pedro Sánchez e António Costa
Pedro Sánchez e António Costa
Pedro Sánchez e António Costa
Pedro Sánchez e António Costa
Pedro Sánchez e António Costa
Pedro Sánchez e António Costa
Pedro Sánchez e António Costa
Pedro Sánchez e António Costa
Pedro Sánchez e António Costa
Os primeiros-ministros de Portugal e de Espanha, António Costa e Pedro Sánchez, mostraram total convergência sobre a necessidade de, já na cimeira europeia de julho, os líderes europeus chegarem a acordo sobre a proposta de Bruxelas para a recuperação da UE, a qual Costa considera ser boa porque não é um "cheque em branco nem uma nova troika".

Ambos convergiram na ideia de que esta é uma proposta "robusta" e "inteligente".
O chefe do Governo espanhol, Pedro Sánchez, frisou que "julho é o mês para um acordo na Europa" sobre o orçamento plurianual da União Europeia (UE) e o fundo de recuperação pós-pandemia.

"O mês de julho é o mês para um acordo na Europa", disse Pedro Sánchez à imprensa, em Lisboa, após um encontro com o primeiro-ministro português, António Costa.

Quanto ao fundo de recuperação, destinado a ajudar os países e setores mais afetados pela pandemia de covid-19, Sánchez salientou três aspetos que considerou "fundamentais": que o montante proposto pela Comissão Europeia (750 mil milhões) não seja reduzido, que a maior parte das verbas sejam canalizadas por transferências e que o tempo para a aplicação desses recursos seja amplo.


Costa avisa que recusa cortes na política de coesão e no desenvolvimento rural
O primeiro-ministro manifestou-se contra "linhas vermelhas" nas negociações sobre o fundo de recuperação e Quadro Financeiro Plurianual (2021/2027), mas avisou que recusa cortes na política de coesão ou no segundo pilar da Política Agrícola Comum (PAC).

António Costa falava em conferência conjunta com o chefe do Governo espanhol, Pedro Sánchez, em São Bento, depois que questionado se, durante o Conselho Europeu, nos próximos dias 17 e 18, aceita uma redução do montante global previsto na proposta da Comissão Europeia de Quadro Financeiro Plurianual, tendo em vista a obtenção de um rápido acordo ainda em julho.

"Claro que podemos sempre discutir se é um bocadinho mais ou um bocadinho menos, mas há algo que é fundamental: Não deve haver cortes na política de coesão, nem no segundo pilar da PAC. Essas são as linhas fundamentais", acentuou o primeiro-ministro português.

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