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Correio da Manhã

Política
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Debates quinzenais destroem entendimento entre PSD e PAN

Inês de Sousa Real exige regresso da frequência do primeiro-ministro, mas Rui Rio não cede.
Salomé Pinto 16 de Janeiro de 2022 às 01:30
Inês de Sousa Real quis vincar as diferenças face a Rui Rio no debate de ontem, transmitido pela RTP1. O presidente do PSD lançou pontes, pensando num eventual aliado no pós-eleições, mas a porta-voz do PAN respondeu com linhas vermelhas. No final, só se entenderam na redução da carga fiscal para as empresas
Inês de Sousa Real
Inês de Sousa Real quis vincar as diferenças face a Rui Rio no debate de ontem, transmitido pela RTP1. O presidente do PSD lançou pontes, pensando num eventual aliado no pós-eleições, mas a porta-voz do PAN respondeu com linhas vermelhas. No final, só se entenderam na redução da carga fiscal para as empresas
Inês de Sousa Real
Inês de Sousa Real quis vincar as diferenças face a Rui Rio no debate de ontem, transmitido pela RTP1. O presidente do PSD lançou pontes, pensando num eventual aliado no pós-eleições, mas a porta-voz do PAN respondeu com linhas vermelhas. No final, só se entenderam na redução da carga fiscal para as empresas
Inês de Sousa Real
Primeiro, uma ação de charme, depois, veio um balde de água fria. O líder do PSD, Rui Rio, arrancou o debate deste sábado, na RTP1, com a porta-voz do PAN, Inês de Sousa Real, com um elogio: “Saúdo a atitude do PAN, mostrando abertura à negociação com outros partidos.”

Mas a tentativa de sedução para um possível entendimento com o PAN não surtiu efeito. Inês colocou logo em cima da mesa o tema fraturante: “A reposição dos debates quinzenais é uma linha vermelha. O que o PAN quer é que haja um respeito pelo Parlamento. O Governo não tem que olhar com desprezo para a Assembleia”. Rio até saudou o tópico, mas continuou a defender o fim dos debates quinzenais: “Não tenho mostrado desprezo pelo Parlamento, mas sou crítico da forma como funciona, para mim a política tem de dar credibilidade, não é para o espetáculo.”

A gestão florestal foi outro ponto de forte divergência. Face à proposta social-democrata de aumentar a área do eucalipto, a líder do PAN atirou: “Estar a voltar ao tempo da lei Cristas, em que se plantava eucalipto por todo o País, é transformar o País numa caixa de fósforos, é ter memória curta e não se lembrar dos incêndios de 2017”. Rui Rio tentou justificar que permitir “plantar árvores de crescimento rápido, que dão rendimento aos proprietários é também incentivar a limpeza da floresta e evitar incêndios”.

Só em matéria fiscal estiveram parcialmente de acordo. Inês de Sousa Real defende a redução do IRC para 17%, um pouco à semelhança do PSD, e mostrou-se disponível para “uma descida até superior”.

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O voto antecipado está disponível para internados em hospitais ou em lares, presos, eleitores no estrangeiro ou pessoas em confinamento.

Internados e presos
Mais de 3400 presos e doentes internados inscreveram-se para votar antecipadamente, segundo os dados provisórios do Ministério da Administração Interna. A inscrição online terminou no dia 10. A votação decorre entre os dias 17 e 20.

Lares e confinados
Eleitores em confinamento obrigatório ou residentes em lares devem registar-se para o voto antecipado entre os dias 20 e 23. A votação domiciliária decorrerá ou no dia 25 ou no dia 26, mediante o dia e hora previamente anunciados.

Em mobilidade
Deve inscrever-se online entre este domingo e quinta-feira para votar antecipadamente em mobilidade no dia 23 de janeiro, ou seja, já no próximo domingo, com a seguinte informação: nome completo, data de nascimento, número de identificação civil, morada, município onde se pretende votar, número de telefone e, sempre que possível, email.
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