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Correio da Manhã

Política
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Diretor de campanha descola do atual líder

Ascenso Simões junta-se ao coro interno de críticas a Costa.
Cristina Rita 2 de Junho de 2016 às 08:15
António Costa era ministro quando Ascenso Simões era secretário de Estado
António Costa era ministro quando Ascenso Simões era secretário de Estado FOTO: Natália Ferraz
Ascenso Simões, o ex-diretor de campanha para as legislativas de António Costa, considera que a moção do líder do PS é um "buraco negro" na equação entre investimento, aumento de rendimentos e contas públicas saudáveis.

Num artigo de opinião no ‘Público’, o ex-governante diz que não se pode "pensar só no poder enquanto poder", apesar de elogiar a capacidade de liderança do primeiro-ministro. Ascenso Simões deixou a direção de campanha depois de uma polémica com testemunhos de pessoas em cartazes.

O congresso do PS, que arranca amanhã, serve para relegitimar o acordo à esquerda. Os chamados temas fraturantes, como a despenalização da eutanásia ou a legalização de drogas, ficaram confinados a 45 minutos de debate no último dia, domingo. São pouco mais de quatro minutos para os autores apresentarem ideias. A votação dos textos será feita na comissão nacional, após o congresso.

Apesar da visibilidade quase nula das moções setoriais, Maria Antónia Almeida Santos, primeira subscritora da moção da eutanásia, realça ao CM que "foi uma evolução tímida, mas houve [avanços]". Noutros congressos, estas moções nem eram apresentadas.

Críticos da atual direção como Francisco Assis e Sérgio Sousa Pinto pretendem intervir no congresso para questionar a estratégia do líder.
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