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Correio da Manhã

Política
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Discurso monotemático de António Costa desagrada oposição

Partidos queriam que o primeiro-ministro tivesse falado de soluções para problemas do País.
Andresa Pereira 27 de Dezembro de 2021 às 09:10
André Coelho Lima, do PSD
José Luís Carneiro
João Oliveira, líder parlamentar do PCP
Pedro Filipe Soares, líder da bancada do BE
André Coelho Lima, do PSD
José Luís Carneiro
João Oliveira, líder parlamentar do PCP
Pedro Filipe Soares, líder da bancada do BE
André Coelho Lima, do PSD
José Luís Carneiro
João Oliveira, líder parlamentar do PCP
Pedro Filipe Soares, líder da bancada do BE
O primeiro-ministro quis falar na mensagem de Natal ao País apenas sobre o que foi feito este ano no combate à pandemia, o que não agradou à oposição, mesmo tendo explicado que tinha de ser “contido” por estarmos em período pré-eleitoral.

“Ao incidir a mensagem só na pandemia, o primeiro-ministro permite que passe a impressão que o que esteja a correr mal no País se deve apenas à pandemia”, criticou André Coelho Lima, vice-presidente do PSD.

Também o Bloco de Esquerda não gostou da mensagem, lamentando a ausência de outros temas. “António Costa teve um discurso monotemático num momento em que os desafios do País são variados. Não teve uma palavra sobre os professores que faltam nas escolas ou as alterações climáticas”, disse o líder parlamentar bloquista Pedro Filipe Soares. O outro ex-parceiro da geringonça também foi crítico. “Era preciso que apontasse uma perspetiva de resposta global aos problemas do País e do povo português, mas não foi isso que aconteceu, ficou-se pelo elogio ao Serviço Nacional de Saúde e aos seus profissionais”, afirmou João Oliveira, líder parlamentar comunista.

Quanto ao PAN, considerou que teria sido importante “falar daquela que devia ser uma preocupação e um compromisso efetivo no combate à pobreza, em particular para quem perdeu os seus rendimentos, a quem está na condição de sem-abrigo”.

Do lado da direita, as críticas continuaram. O CDS-PP acusou Costa de querer resumir Portugal à “Covid e ao medo da doença”. Já André Ventura, líder do Chega, afirmou que o primeiro-ministro “não trouxe nada de novo” e demonstrou uma “incapacidade de se autorresponsabilizar” pelos problemas do País”. Quanto à Iniciativa Liberal, acusou Costa de não perder “uma oportunidade de fazer propaganda e, neste caso, muito triste e sem ideia de futuro”.

Palavras são de “garantia de futuro e de confiança”
Para o secretário-geral adjunto do PS, a mensagem de Natal de António Costa dá “uma garantia de futuro e de confiança” porque assenta na vontade de se alcançar “uma estabilidade que seja duradoura”. José Luís Carneiro salientou ainda que as palavras do primeiro-ministro demonstram uma confiança “assente nos dois valores mais importantes neste momento: a cooperação e a solidariedade”.
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