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Correio da Manhã

Política
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Elevada afluência ao voto antecipado denota "interesse" por estas eleições, afirma João Ferreira

Candidato comunista realçou que o cumprimento das regras impostas para conter a pandemia de covid-19 "dá confiança" aos eleitores.
Lusa 17 de Janeiro de 2021 às 22:45
João Ferreira, candidato às presidenciais apoiado pelo PCP
João Ferreira, candidato às presidenciais apoiado pelo PCP FOTO: Manuel Almeida / Lusa
O candidato à Presidência da República João Ferreira afirmou este domingo que a elevada afluência de pessoas aos locais de voto antecipado denota "interesse" pelas eleições presidenciais, considerando "positivo" o facto de o processo estar a respeitar as regras sanitárias.

"Acho que denota o interesse e sem dúvida que houve muita gente que optou desta vez por votar em voto antecipado. Por aquilo que pude ver, e acho que isso é positivo, em vários locais de votação estão a ser asseguradas condições de segurança, nomeadamente, no que toca a questões de distanciamento", sublinhou.

Em declarações aos jornalistas em frente a uma superfície comercial em Lisboa, onde se encontrou com trabalhadores, o candidato comunista realçou que o cumprimento das regras impostas para conter a pandemia de covid-19 "dá confiança" aos eleitores.

"A espera, sem dúvida, não é uma coisa simpática, mas o essencial é que se garantam as condições da defesa da segurança, da saúde das pessoas, e essas parecem estar a ser asseguradas e isto é importante para que as pessoas se sintam seguras para votar", considerou.

Segundo João Ferreira, apesar da espera, as imagens a que assistiu na comunicação social "demonstram grande tranquilidade" e uma "correção no funcionamento" das normas e nos procedimentos do processo de votação antecipada.

Quanto ao ato eleitoral marcado para o próximo domingo, o candidato comunista reiterou que é preciso assegurar, nos acessos às assembleias e às mesas de voto, as condições "no que toca ao distanciamento, à desinfeção de superfícies ao uso de equipamentos de proteção que protejam a saúde das pessoas".

As enormes filas e a confusão para encontrar as secções de voto surpreenderam os milhares de eleitores que decidiram exercer na Cidade Universitária, em Lisboa, o voto antecipado em mobilidade.

Os portugueses começaram este domingo a votar, a uma semana das presidenciais de 24 de janeiro, através do chamado voto antecipado em mobilidade, para o qual 246.880 eleitores, um número recorde desde que esta modalidade foi introduzida, em 2019.

Lisboa é o concelho com mais inscritos, 33.364, seguido do Porto, com 13.280, e Coimbra, com 9.201, de acordo com o mapa publicado pelo Ministério da Administração Interna, em que se informa quais os locais de voto em cada um dos concelhos.

Os concelhos com menos inscritos são Porto Moniz, na Madeira, com oito inscritos, seguindo-se Nordeste, São Miguel, nos Açores, com nove, e Barrancos, distrito de Beja, com 14.

Depois da experiência de 2019, nas europeias e legislativas, o voto antecipado em mobilidade alargou-se, das capitais do distrito para as sedes dos concelhos, e o objetivo é simples: evitar grandes concentrações de pessoas devido à epidemia de covid-19 no país.

Quem estiver inscrito para o voto antecipado deste domingo e não o fizer, pode fazê-lo no próximo domingo.

As eleições presidenciais, que se realizam em plena epidemia de covid-19 em Portugal, estão marcadas para 24 de janeiro e esta é a 10.ª vez que os portugueses são chamados a escolher o Presidente da República em democracia, desde 1976.

A campanha eleitoral termina em 22 de janeiro. Concorrem às eleições sete candidatos, Marisa Matias (apoiada pelo Bloco de Esquerda), Marcelo Rebelo de Sousa (PSD e CDS/PP) Tiago Mayan Gonçalves (Iniciativa Liberal), André Ventura (Chega), Vitorino Silva, mais conhecido por Tino de Rans, João Ferreira (PCP e PEV) e a militante do PS Ana Gomes (PAN e Livre).

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