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Correio da Manhã

Política
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Em menos de 24 horas, André Ventura absteve-se, votou contra e a favor da proposta do BE para o Novo Banco

Presidente do Chega anunciou abstenção mas acabou por viabilizar 'travão' do Bloco à injeção de capital no Fundo de Resolução.
Pedro Zagacho Gonçalves(pedrogoncalves@cmjornal.pt) 26 de Novembro de 2020 às 15:34
André Ventura
André Ventura FOTO: Nuno Veiga / Lusa
A proposta de alteração ao Orçamento do Estado para 2021, apresentada pelo Bloco de Esquerda, que estebelece a anulação da transferência de 476 milhões de euros do Fundo da Resolução destinada ao Novo Banco foi aprovada na votação global do OE 2021, esta quinta-feira, com os votos a favordo PSD, PCP, PEV, Chega e a deputada não inscrita Joacine Katar Moreira, assim como dos bloquistas.

Para além dos episódios e da grande reviravolta (a proposta chegou a ser chumbada devido a uma confusão gerada pelo PSD Madeira), fica também o insólito posicionamento do presidente do Chega, André Ventura, que na qualidade de deputado manifestou três posições diferentes quanto à proposta em menos de 24 horas.

Na quarta-feira à noite, no último dia das votações na especialidade do Orçamento do Estado para 2021, André Ventura votou contr a proposta do Bloco de Esquerda.

Já esta quinta-feira de manhã, o deputado do Chega manifestou que se iria abster na votação da proposta bloquista. Mas, alguns momentos depois, acabou por votar a favor e viabilizar a proposta do Bloco de Esquerda.

A mudança de posição brusca não passou despercebida à bancada bloquista que, apesar do apoio do Chega à proposta, não pôde deixar de criticar André Ventura. Pedro Filipe Soares, deputado do BE, acusou André Ventura de fazer "a tripla de quem não tem espinha dorsal, não quer afrontar os poderes do sistema financeiro e não quer ficar fora de nenhuma fotografia que ache apetecível", acusando-o de "oportunismo parlamentar".



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