Barra Cofina

Correio da Manhã

Política
2

"Estamos todos em choque": António Costa reage a morte de Jorge Coelho e lembra "cidadão dedicado ao País"

Ex-dirigente socialista e antigo ministro morreu esta quarta-feira, aos 66 anos.
Correio da Manhã 7 de Abril de 2021 às 19:56
A carregar o vídeo ...
Ex-dirigente socialista e antigo ministro morreu esta quarta-feira, aos 66 anos. 
O primeiro-ministro português, António Costa, já reagiu à morte de Jorge Coelho. "Estamos todos naturalmente em choque com o falecimento surpreendente de Jorge Coelho", começou por dizer António Costa, num discurso visivelmente emocionado, dirigindo-se aos familiares do ex-dirigente socialista e antigo ministro que morreu esta quarta-feira, aos 66 anos. 

"Os portugueses recordarão Jorge Coelho como um cidadão dedicado ao seu País, que serviu com grande dignidade o Governo da República, que deixou há 20 anos num momento trágico em que decidiu pessoalmente a responsabilidade política por uma tragédia imensa. Continuou a servir o seu País", continuou o primeiro-ministro.

"Mas para todos nós, socialistas, é um momento particularmente doloroso porque Jorge Coelho não era só um camarada, era um amigo de todos nós e de todas as gerações do Partido Socialista. Poucos foram aqueles que conseguiram exprimir tão bem a alma dos socialistas. Dar a energia, a força, a capacidade de ação nos momentos que vivemos, mas também dar uma palavra de serenidade, de bom-senso, nos momentos de maior exaltação. Jorge Coelho foi sempre um fator de unidade entre todos nós, naqueles momentos em que as divisões nos atravessaram e todos nós o recordaremos como aquele que sempre soube interpretar aquele que era o sentimento do cidadão comum e dar expressão do povo socialista. É um amigo, camarada que todos perdemos e que iremos seguramente chorar, cada um por si e um luto sentido".

"Foi um momento muito difícil. Foi um amigo de todos nós. Naqueles anos duros de oposição da década de 90, foi uma força da natureza que ajudou a reerguer o Partido Socialista. Foi uma espécie de braço direito do engenheiro António Guterres, serviu no Governo de forma exemplar. Mas, depois disso, mesmo tendo-se afastado, tinha uma relação única com todos os socialistas."

"É um momento muito doloroso. Ao Jorge, só lhe quero deixar um grande abraço", terminou António Costa.






António Costa Jorge Coelho morte ps ministro partido socialista primeiro-ministro
Ver comentários