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Correio da Manhã

Política
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Ex-presidente Cavaco Silva diz que portugueses estão a dar "lição de grande civismo" ao votar nas eleições presidenciais

"Era bom que as previsões de abstenção não se concretizassem", admite Aníbal Cavaco Silva.
Lusa 24 de Janeiro de 2021 às 17:54
Cavaco Silva
Cavaco Silva FOTO: CMTV
O ex-Presidente da República Aníbal Cavaco Silva disse este domingo que os portugueses estão a dar "uma lição de grande civismo" ao votar nas eleições presidenciais deste domingo, esperando que a abstenção não seja tão elevada quanto se prevê.

"Era bom que as previsões de abstenção não se concretizassem. Acredito que os portugueses estão a fazer um esforço neste tempo de pandemia", afirmou Aníbal Cavaco Silva, após ter exercido o direito de voto numa secção em Lisboa, em declarações transmitidas pela CMTV.

O antigo chefe de Estado referiu que "estas eleições ocorrem num tempo anormal, um tempo de grande tristeza", em que a normalidade da vida está suspensa devido à covid-19, considerando que é "uma tragédia que leva a que o pensamento das pessoas, dos portugueses, esteja muito voltado para pandemia e haja pouco espaço para pensar seriamente as eleições".

"Mas é preciso lutar. Eu acabei de cumprir o meu dever cívico. Nós não podemos baixar os braços neste tempo tão difícil e, neste tempo tão difícil, de acordo com as informações, os portugueses estão a dar uma lição de grande civismo", declarou.

Cavaco Silva considerou que "era bom que as previsões de abstenção não se concretizassem", reiterando a ideia de que os portugueses estão a fazer um esforço para ir votar, apesar de "a dor e o sofrimento" da pandemia atingirem "muitos milhares".

No âmbito das eleições presidenciais, a mais alta taxa de abstenção foi registada na reeleição de Cavaco Silva, em 2011, quando 53,56% dos eleitores não votou, com o sufrágio de 2016 a ocupar o segundo lugar.

As urnas para as eleições presidenciais abriram hoje às 08:00 em Portugal Continental e na Madeira e uma hora depois nos Açores devido à diferença horária, encerrando às 19:00.

A afluência às urnas para a eleição do novo Presidente da República era, até às 16:00 de hoje, de 35,44%, segundo dados da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna (SGMAI).

Nas últimas eleições presidenciais, em 24 de janeiro de 2016, à mesma hora, a afluência foi de 37,69%.

Para o sufrágio de hoje estão inscritos 10.865.010 eleitores, mais 1.208.536 do que nas eleições presidenciais de 2016.

São sete os candidatos ao Palácio de Belém: Além do atual Presidente e recandidato, Marcelo Rebelo de Sousa, apoiado pelo PSD e CDS-PP, Marisa Matias (apoiada pelo Bloco de Esquerda), Tiago Mayan Gonçalves (Iniciativa Liberal), André Ventura (Chega), Vitorino Silva, mais conhecido por Tino de Rans, João Ferreira (PCP e PEV) e antiga eurodeputada do PS Ana Gomes (PAN e Livre).

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