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Correio da Manhã

Política
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Exoneração de Jamila Madeira provoca divisão no PS

Ministra da Saúde, Marta Temido, exigiu o afastamento da sua secretária de Estado Adjunta da Saúde.
Salomé Pinto 18 de Setembro de 2020 às 01:30
António Costa e Jamila Madeira
Tomada de posse dos cinco novos secretários de Estado
Tomada de posse dos cinco novos secretários de Estado
Tomada de posse dos cinco novos secretários de Estado
António Costa e Jamila Madeira
Tomada de posse dos cinco novos secretários de Estado
Tomada de posse dos cinco novos secretários de Estado
Tomada de posse dos cinco novos secretários de Estado
António Costa e Jamila Madeira
Tomada de posse dos cinco novos secretários de Estado
Tomada de posse dos cinco novos secretários de Estado
Tomada de posse dos cinco novos secretários de Estado
A polémica exoneração de Jamila Madeira do cargo de secretária de Estado Adjunta da Saúde, depois de a ministra Marta Temido ter exigido o seu afastamento e de a visada se mostrar “muito surpreendida” com tal decisão, abriu uma rutura no seio do PS, apurou o Correio da Manhã.

“Foi uma vergonha o que se passou, o tratamento do ministério em relação à Jamila é incompreensível”, afirmou ao CM uma fonte do PS. “A reação de Jamila para a imprensa foi deselegante, veio desencadear mais uma polémica”, contrapõe outro dirigente. Vários socialistas ouvidos pelo CM partilharam uma e outra posição, fazendo estalar uma divisão interna difícil de sarar. Houve mesmo quem apontasse o dedo ao chefe do Governo, António Costa, por não ter conseguido dirimir o desentendimento entre Temido e Jamila. “Só mostra que o primeiro-ministro se desinteressou pela gestão do Governo e do PS”, desabafou outro dirigente.

Questionado pelo CM, o gabinete da ministra da Saúde não se quis pronunciar sobre os motivos que levaram ao pedido de exoneração de Jamila Madeira. Mas o CM sabe que resultou de um choque entre a então secretária de Estado e a ministra, por razões pessoais ou do foro técnico. Numa mensagem enviada esta quinta-feira a vários órgãos de comunicação social, Jamila confessou que não pediu para sair: “Fiquei muito surpreendida com a opção da senhora ministra da Saúde! Mas saio de consciência tranquila da missão cumprida, com a certeza de que fiz tudo o que estava ao meu alcance num ano particularmente inédito!” Para o lugar de Jamila vai António Sales, que sobe na hierarquia de secretário de Estado da Saúde para secretário de Estado Adjunto da Saúde.

Menos de um ano depois de ter tomado posse como secretária de Estado, Jamila Madeira volta agora ao lugar de deputada para o qual foi eleita nas últimas Legislativas. Antes de entrar para o Executivo, foi o principal rosto pelo PS da Lei de Bases da Saúde que veio a ser aprovada.

Anuncia pacote para habitação no dia em que sai do Executivo 
No dia em que cessa funções como secretária de Estado da Habitação, Ana Pinho anunciou a criação de uma bolsa de imóveis do Estado para arrendamento habitacional, estando já 15 mil casas identificadas. O limite das rendas é o do Programa de Arrendamento Acessível destinado à classe média. "Hoje é um dia feliz para a política de habitação", disse, explicando ainda que o trabalho de inventário e disponibilização de imóveis será feito com os municípios.

António costa esteve à conversa com Jamila
Na tomada de posse dos novos secretários de Estado, o primeiro-ministro demorou mais tempo a falar com Jamila Madeira, ex-secretária de Estado Adjunta e da Saúde, do que com os restantes ex-governantes.

PORMENORES
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Estes são os cinco novos secretários de Estado: Diogo Serras Lopes é o novo secretário de Estado da Saúde, lugar até agora ocupado por António Sales, que ocupa agora o cargo de secretário de Estado Adjunto e da Saúde; Inês Ramires é a secretária de Estado da Educação; Teresa Coelho, secretária de Estado das Pescas; Hugo Santos Mendes, secretário de Estado Adjunto e das Comunicações; e Marina Gonçalves, secretária de Estado da Habitação.

Mudança nas Finanças
A primeira remodelação do segundo Governo de António Costa aconteceu em junho deste ano, com a saída de Mário Centeno da pasta das Finanças, substituído por João Leão, e a entrada de três novos secretários de Estado: Cláudia Joaquim, no Orçamento, João Nuno Mendes, como secretário de Estado das Finanças, e Miguel Cruz, como secretário de Estado do Tesouro.

Quase 100 secretários
Desde que formou o primeiro Governo, em 2015, António Costa já teve, pelo menos, 98 secretários de Estado diferentes. No primeiro Governo, o primeiro-ministro tinha 41 secretários de Estado na sua composição inicial, que também sofreu alterações. Em 2019, António Costa formou o Governo com mais secretários de Estado: 50.
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