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Correio da Manhã

Política

Francisco Rodrigues dos Santos ganha eleições e diz querer partido sexy e “nova direita”

Novo líder quer mais câmaras em 2021 e recusa ser “muleta” numa maioria de direita.
Manuel Jorge Bento 27 de Janeiro de 2020 às 01:30
Francisco Rodrigues dos Santos, congresso do CDS
Francisco Rodrigues dos Santos de olhos postos no futuro do CDS
Francisco Rodrigues dos Santos de olhos postos no futuro do CDS
Francisco Rodrigues dos Santos, congresso do CDS
Francisco Rodrigues dos Santos de olhos postos no futuro do CDS
Francisco Rodrigues dos Santos de olhos postos no futuro do CDS
Francisco Rodrigues dos Santos, congresso do CDS
Francisco Rodrigues dos Santos de olhos postos no futuro do CDS
Francisco Rodrigues dos Santos de olhos postos no futuro do CDS

Um partido "sexy", dono de "uma identidade clara e com rosto visível", que se transforme na "nova direita" e seja "o braço-direito de todos os portugueses, com genica". É este o CDS "coeso e preparado" que Francisco Rodrigues dos Santos, líder eleito no congresso deste fim de semana, em Aveiro, pretende. E já traçou metas: "Que em vez de contar vereadores, conte muitos presidentes de câmara" nas autárquicas de 2021; e que nas Legislativas de 2023 chegue ao Governo uma "nova maioria de direita". E o PSD já admite o diálogo "com facilidade", diz Paulo Mota Pinto.

O sucessor de Assunção Cristas recusa, no entanto, ser "muleta" de outros: "À direita lidera o CDS, não lidera qualquer outro partido."

O novo presidente - conhecido pela alcunha ‘Chicão’ -, diz que o momento é de "reconciliação", até com o passado, referindo Paulo Portas e Manuel Monteiro. Deu a António Carlos Monteiro (próximo de João Almeida) um dos sete lugares de vice-presidente, ao lado de Filipe Lobo d’Ávila (que chegou ao congresso como candidato), e integrou Abel Matos Santos (outro oponente) na comissão executiva. Mas encontra resistências nos eleitos do partido no Parlamento (ver caixas). 

Para o País, defende um "choque fiscal", a reforma da Justiça e a aposta na Saúde e na segurança, além da necessidade de "resgatar o Estado e a economia da ditadura de interesses, combatendo a corrupção e o colapso ético e moral do sistema político".

Considera que o renovado CDS será capaz de "surpreender". Em representação do Governo, o secretário de Estado Duarte Cordeiro viu "um partido ainda mais encostado à direita" e José Luís Carneiro (PS) "um conjunto grande de generalidades e nada de concreto". Já ‘Chicão’ promete "acabar com a folga dada na oposição ao Governo de António Costa". 

João Almeida diz que relação entre direção e bancada parlamentar será "institucional"
O deputado João Almeida afirmou que gostaria de ter ouvido falar mais de união do partido no primeiro dia do congresso - houve apupos ao ‘histórico’ Pires de Lima - e diz que a relação entre a nova direção e os deputados será "institucional". No discurso deste domingo, raramente aplaudido por João Almeida, o novo líder do CDS elogiou-o: "Estará no Parlamento um fantástico grupo de deputados da mesma craveira e capacidade de João Almeida."

Gonçalves Pereira substitui Cristas
Assunção Cristas deixa esta segunda-feira o lugar no Parlamento e será substituída por João Gonçalves Pereira, líder da distrital de Lisboa e o nome que se segue na lista de candidatos que o CDS apresentou por Lisboa às Legislativas. A já ex-líder do CDS é vereadora em Lisboa e docente universitária.

PERFIL 
Advogado, nasceu em Coimbra a 29 de setembro de 1988 (31 anos) e lidera a Juventude Popular desde 2015. Foi considerado pela revista ‘Forbes’ um dos 30 jovens mais brilhantes e influentes da Europa.

Foi, até dezembro, vogal da direção de Frederico Varandas no Sporting. É admirador de Margaret Thatcher, Ronald Reagan e Winston Churchill.

PORMENORES
Centenas de votos brancos
A comissão política nacional de Francisco Rodrigues dos Santos recebeu 865 votos (65,7% ), mas sem outra lista concorrente, e houve 451 votos brancos. Já a lista ao conselho nacional liderada por ‘Chicão’ obteve 678 votos (51,9%), enquanto a de João Almeida alcançou 581 votos (44,5%) - houve 45 brancos.

Convite polémico
António Carlos Monteiro apoiou João Almeida, mas é ‘vice’ de ‘Chicão’. Disse que estava com o deputado quando foi convidado. "É mentira", garantiu Almeida. "Estava com ele quando o Francisco me chamou, falei com o Francisco, voltei, contei ao João e disse-lhe que estava a pensar", esclareceu este domingo.

"Que corra tudo bem"
Luís Queiró, presidente cessante da mesa do congresso, despediu-se este domingo com um simples "Que tudo corra bem". Sucede-lhe Martim Borges de Freitas, eleito com 66,8% dos votos.

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