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Correio da Manhã

Política

Frasquilho quer mais poder na administração da TAP

Presidente prefere ter voto de qualidade e desempatar nas decisões na companhia.
Raquel Oliveira 25 de Junho de 2020 às 08:54
Miguel Frasquilho foi chamado ao Parlamento para explicar a situação da TAP, em dificuldades já antes da pandemia
Miguel Frasquilho foi chamado ao Parlamento para explicar a situação da TAP, em dificuldades já antes da pandemia FOTO: Lusa
A TAP já estava em dificuldade antes da crise, com resultados negativos nos últimos dois anos longe do previsto, admitiu esta quarta-feira no Parlamento o presidente do conselho de administração. Mas a remodelação não poderá transformar a empresa "numa TAPzinha nem numa TAPzona", alertou Miguel Frasquilho.

" Queremos uma TAP que interessa aos portugueses", sublinhou aos deputados o presidente não executivo da companhia, rejeitando o corte de rotas.

Miguel Frasquilho reconheceu ainda que nem tudo foi cumprido no plano estratégico aprovado aquando da privatização. "É factual que há vertentes, nomeadamente financeiras, em que o plano estratégico não foi cumprido", disse o gestor nomeado pelo Estado.

Quanto ao maior controlo do Estado sobre a companhia, Miguel Frasquilho prefere o reforço dos poderes do conselho de administração à integração de um membro indicado pelo Governo na comissão executiva, sugerida por Antonoaldo Neves.

"Eu preferia ter um reforço dos poderes do conselho de administração e, em caso de empate, o meu voto de qualidade enquanto presidente do conselho de administração poderia desempatar", disse ainda Miguel Frasquilho.

PORMENORES
Alerta para o Porto
O presidente da TAP confessou aos deputados que o conselho de administração alertara para o clamor que se poderia gerar em torno do corte nos voos.

Prejuízos contínuos
Miguel Frasquilho recordou que a companhia aérea só teve, em 40 anos, dois anos com resultados positivos. Mas tinha boas perspetivas para este ano.

25% em agosto
A TAP está a reiniciar lentamente a operação, prevendo o administrador que esteja a 25% em agosto, ainda que o número seja passível de alterações.
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